MEDICAMENTOS PROIBIDOS
Publicado em: Saúde
Novos medicamentos são proibidos pela Anvisa (Jornal de Uberaba)
Jornalista: Sandro Neves
31/01/2009 - Novos medicamentos são proibidos por determinação da Agência Nacional de Vigilância
A Anvisa recomenda que os pacientes que fazem uso dos medicamentos proibidos consultem seus médicos. Segundo a Anvisa, caberá aos laboratórios detentores dos registros o recolhimento dos remédios.
De acordo com Helenilze Coelho Andrade, presidente do Sindicato dos Empresários dos Produtos Farmacêuticos de Uberaba (Siemprofar), realmente houve o recolhimento dos medicamentos Arcoxia, Acomplia, Prexige e Cellebra no mercado farmacêutico devido aos seus efeitos colaterais.
“O mais recente destes remédios é o Acomplia, com ativo Rimonabanto. O efeito de emagrecimento é altamente efetivo, porém, causa efeito depressivo no paciente. Foi comprovado que esse medicamento causa sérios danos no sistema neurológico. Os medicamentos Arcoxia (60mg e 90mg – com retenção de receita médica), Cellebra (100mg e 200mg com retenção médica) e Prexige foram recolhidos”, alerta.
Especialista – Conforme a farmacêutica Joana Darc Oliveira Perez (CRF-MG 15624), para que um medicamento seja colocado no mercado farmacêutico, ocorre um longo processo de pesquisa e testes, tanto feitos em laboratórios quanto em uma porcentagem de indivíduos. São investidos tempo e recursos financeiros pelos laboratórios. “Quando os remédios são liberados para serem comercializados, nem sempre os resultados são os esperados. Ocorre com certa frequência de um medicamento ter provocado sua eficácia, porém, apresentar efeitos colaterais adversos e assim serem retirados do mercado farmacêutico”, explica Joana Darc.
A farmacêutica Perez salienta que um dos casos mais recentes e de grande importância diz respeito aos anti-inflamatórios de última geração (inibidores seletivo da Cox-2). “Estes medicamentos prometiam menos efeitos colaterais, porém, capaz de risco, como complicações cardiovasculares. Como exemplo estão Arcoxia e Prexige”, alerta.
Inibidores do apetite – Joana Darc observa que outro caso foi amplamente divulgado: foi o medicamento Acomplia (Rimonabanto), lançado em 2008 no Brasil. O laboratório Sanofi suspendeu a venda do remédio usado no tratamento da obesidade, pois estudos mostraram que dobrou o risco de pacientes que usaram o Acomplia desenvolverem algum problema psiquiátrico, se comparados aos que não usavam.
“Deve-se ressaltar a atuação constante da vigilância sanitária local, percorrendo estabelecimentos para orientar, fiscalizar e coibir a venda e a presença destes medicamentos nas prateleiras. Porém, o mais importante é a busca por informação pelos farmacêuticos profissionais através do site da Anvisa – além, é claro, da ética profissional”, ressalta a farmacêutica Joana Darc.
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