SUS – OBRIGATORIEDADE DE FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS DE ALTO CUSTO

Publicado por davidneto em 28 de março de 2009
Publicado em: Justiça

STF discute ações contra o SUS em audiência pública (Valor Econômico)

O Supremo Tribunal Federal (STF) está se munindo de subsídios para julgar um recurso envolvendo a obrigatoriedade de fornecimento de medicamentos de alto custo pelo Estado. O grande reflexo que terá a decisão na área da saúde fez com que o ministro Gilmar Mendes, presidente da corte, marcasse uma audiência pública para discutir o tema com especialistas. Será a quarta vez que o Supremo realiza audiências públicas para debater temas na iminência de julgamento – elas já foram feitas no caso do aborto de fetos anencéfalos, da importação de pneus usados e do uso de células-tronco em pesquisas científicas.

O recurso que será apreciado foi ajuizado pelo Estado do Rio Grande do Norte e ganhou status de repercussão geral no Supremo – o que faz com que os tribunais locais não possam mais remeter processos semelhantes à corte até sua decisão final. Há milhares de ações como essa tramitando em todas as instâncias do Judiciário sem uma jurisprudência uniforme a respeito do tema. Ao buscar a Justiça para obter remédios e tratamentos, os pacientes se valem do direito constitucional de acesso à saúde, pelo qual deveriam obtê-los ainda que não constem na lista do Sistema Único de Saúde (SUS). Por outro lado, o fornecimento dos medicamentos tem causado um rombo no orçamento da saúde dos Estados, por conta do bloqueio de verbas determinado pelas decisões judiciais.

Há a possibilidade de o julgamento resultar em uma súmula vinculante – o que faria com que todos os tribunais seguissem o enunciado -, o que não é bem visto pelos Estados, por conta da diversidade dos casos que chegam à Justiça. Mas, na opinião de Álvaro Ciarlini, secretário geral do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Supremo deverá apontar o caminho mais racional para os julgamentos. “Uma soma de decisões judiciais não pode substituir políticas públicas”, diz Ciarlini, um dos palestrantes no congresso preparatório à audiência que ocorre nesta semana. Para Débora Diniz, pesquisadora do Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero (Anis), que entrou como parte interessada na ação, é preciso enfrentar o problema do fornecimento dos medicamentos por meio da regulação política, e não apenas no Judiciário.

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Comentários

Precisamos pensar que este assunto não tem apenas dois lados, pacientes em necessidade e Estado obrigado por lei.
Temos a comunidade e os conselhos de saúde,os representantes eleitos e suas promessas de investimento em saúde,as medidas de prevenção de saúde, as políticas de Educação e saneamento básico e por fim as GRANDES indústrias FARMACÊUTICAS que não tem limite para custo, propaganda e experimentos de drogas. Será que os que hoje brigam por atenção não deveriam estar pressionando outros setores ….

#3 
Escrito por sandra perez tavares em 26 de abril de 2009 às 16:13

fui diagnosticado como portador de uma doença rara e precisarei tomar alguns medicamentos de altos custo (entre eles a imunoglobulina), para minha surpresa fui informados pelos médicos que terei que entrar com ação contra o governo para conseguir o tratamento.
Gostaria de saber se o sr. poderia me formecer alguma orientação de como devo proceder
obrigado

#4 
Escrito por marcus em 26 de agosto de 2009 às 16:48

Caros leitores não há necessidade em abrir uma ação contra voce mesmo para receber medicação pelo Sistema Unico de Saúde.O que ocorre é que os planos de saúde privado que deveriam sustentar seu problema de saúde não o fazem apesar das mensalidades abusivas que voce paga. Voce sabia que o Governo ajuda até estas empresas???
Sugiro que voce fale com seu medico, realmente com um relatório detalhado seu próprio convênio de saúde fornecerá a medicação/ ou então aí vc entra na justiça contra seu convênio. No SUS se o local de tratamento for referencia para sua doença e se seu medico estiver realmente informado do que fazer, vc conseguira o tratamento sem maiores problemas. Infelizmente alguns médicos não querem ter o trabalho e indicam logo o processo.

#5 
Escrito por sandra perez tavares em 19 de setembro de 2009 às 14:21

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